Viver é respeitar as diferentes opiniões

Viver é respeitar as diferentes opiniões

Viver em sociedade é respeitar os demais, as diferenças. É ser honesto consigo, mas também com os outros. É não querer imputar a sua verdade como absoluta e irrefutável.  É agir diariamente com princípios éticos e não meramente discursos moralistas. E podem discordar, pois também não sou o dono da razão. Porém, acredito que alguns valores fundamentais de convivência vem sendo deixados de lado em detrimento de outros puramente individuais. Creio também que é preciso uma ampla reflexão a respeito para não nos tornarmos uma sociedade individualista, calcada no ganho pessoal. Faço minha parte quando exponho estas ideias e abro a oportunidade de debater e criticar minhas ações. Quando proporciono aos meus alunos esta oportunidade também. Precisamos pensar, refletir, discutir e agir. Mas tudo isso deve acontecer mediante o respeito às diferente opiniões, crenças e valores que cada carrega. Certamente o mundo seria um “saco” se não existisse as diversas opiniões. Não se trata de verdade ou mentira, certo ou errado, trata-se do direito a manifestação do pensamento através da oratória e com mãos limpas sem armas. A ideia impositiva leva o homem a estagnação do pensamento. A importância dos opostos para o crescimento humano funciona como termômetro para crescimento sócio, econômico e cultural. Através das diferenças nos tornamos todos iguais e com necessidades adaptativas que promovem a melhoria continuada. Um viva para liberdade,igualdade e principalmente para a  fraternidade. (Júlio Merij)

Precisamos gostar de ler

A invenção da escrita, por volta de 4.000 a.C. pelos povos Sumérios, é um marco na história da humanidade; com ela e a partir dela os rumos da nossa trajetória no planeta tomaram uma nova direção, ao ponto de afirmarmos que o desenvolvimento de qualquer país passa justamente pelas funções e objetivos a ela estabelecidas.

Um dos critérios usados para a otimização do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que indica a qualidade de vida de pessoas em seus determinados países, é o justamente o grau de escolaridade dos seus membros, e isto quer dizer também saber ler e escrever.

Mas será que saber ler e escrever basta? Será que saber ler e escrever é o suficiente para o desenvolvimento de uma nação? Será que saber ler e escrever é o necessário para o aperfeiçoamento humano? Confesso que tenho andado inquieto e num estado reflexivo sobre estas questões.

Como professor tenho observado que as políticas públicas/pedagógicas, que se desenvolvem há décadas nas escolas, independente do teor da qualidade, buscam ensinar as crianças a ler e escrever, como se isto bastasse. Pois na realidade são pouquíssimos os alunos que gostam de ler, que criam o hábito da leitura, que navegam nas páginas dos livros.

Este cenário nos mostra que algo está equivocado. É preciso enxergar o que está acontecendo. Aprende-se a ler e escrever, mas não se escreve e nem tão pouco se lê. Fazendo uma analogia, seria igual àquela pessoa que tira carteira de motorista, compra um carro, mas não dirige ou raríssima vez o faz, todavia, sempre de forma insegura.

Uma nação de letrados, de alfabetizados, pode servir para engordar os números estatísticos, engrandecer os índices governamentais, mas para se transformar de fato em qualidade de vida requer um passo a mais, que significa não só saber, mas fazer. No caso específico deste texto, não só saber ler, mas gostar e habituar-se à leitura.

Ainda somos uma nação que lê pouco, a média per capta de livros lidos por cada um de nós ainda é muito baixa em relação aos países desenvolvidos. Mas o que precisa ser feito para que este quadro seja revertido? O que devemos fazer para que as crianças, os alunos e os adultos gostem de ler? Que algo está errado e precisa ser reavaliado acredito que não há dúvida.

Somente com o hábito da leitura, conseguiremos enxergar novos horizontes, sairemos da obscuridade da alma, nos tornaremos mais tolerantes, amáveis, cordiais, líderes de si mesmo e porque não dizer também dos rumos da nação. A leitura nos leva ao confronto das ideias, a formar novos pensamentos, a abrir a mente para novas possibilidades.

Quando o hábito de ler se tornar uma realidade não há dúvidas que a nossa nação nunca mais será a mesma. Oxalá este dia chegue rápido!

Walber Gonçalves de Souza é professor e membro das Academias de Letras de Caratinga (ACL), Teófilo Otoni (ALTO) e Maçônica do Leste de Minas (AMLM

Qual o tempo que temos?

Somos eternos aprendizes, todos os dias deparamos com novos ensinamentos.
Pois bem, esta semana acompanhei o falecimento de uma senhora de 101 anos. Vi o sopro da vida aos poucos deixando aquele corpo lentamente. Em reflexão imaginei como ela viveu. 100 anos é muita coisa, viveu demais, pensei! Então me lembrei da idade em que me encontro. 52 anos. Passei a acreditar que 100 anos é pouco, a vida que é breve por demais. Meus 52 anos me parecem alguns meses. Não consigo entender como passou tão rápido. Desta brevidade da vida vem a necessidade de nos desprender de algumas coisas mundanas que gastam tempo valioso. Dor, maldade crueldade, soberba, ostentação, covardia, inveja, avareza, calunia são parceiros fulminantes e consumidores desta brevidade. Sejamos mais virtuosos, gratos, felizes, simples, honestos, verdadeiros, amigos, fraternos, solidários, felizes enfim só temos tempo para o bem. Viver o bem faz bem. Viver o bem faz com que esta brevidade transforme anos longos em aparentemente em poucos dias pela sua leveza e paz que nos conduz pela curta caminhada mundana. Fazer o mal contrariamente é difícil, escolher caminhos tortuosos transformam estes dias em longos anos pesados e aparentemente intermináveis. O bem, a caridade o amor é um sonífero e tranquilizante natural, já o mal e a falta de humanidade trazem um peso para vida que aparentemente se torna interminável esta nossa breve passagem. Concluindo, junte-se apenas aos bons! Pois viver o bem faz bem.
Bom dia a todos!

Jurisprudência do mal

Jurisprudência do mal

O termo jurisprudência pode ser entendido de uma forma mais simplificada como sendo o “conjunto das decisões e interpretações das leis feitas pelos tribunais superiores, adaptando as normas às situações de fato”.

Como leigo no assunto acredito que a jurisprudência surgiu como uma forma de observar os casos excepcionais que devem ser analisados como as situações de exceções às regras. Como sabemos toda regra tem sua exceção, todavia, quando uma lei é criada observa-se como norma a regra geral. Portanto deve ser aplicada em todos os casos.

Se observamos o espírito da coisa, a jurisprudência deveria ser algo louvável, bacana, fruto de uma sociedade que realmente busca a justiça. Pois é com ela que se fará justiça nos casos que extrapolam as leis, portanto, aqueles casos que se enquadram como de exceções às regras.

Mas parece que no Brasil, infelizmente, ela não caminha em consonância com a sua finalidade epistemológica. Nota-se que ela tem servido aos interesses espúrios de uma classe que insiste em acabar com o país: a classe política e sua insistência em ser corrupta, salvo raríssimas exceções.

De jurisprudência em jurisprudência estamos vendo acontecer uma celeuma constitucional, digna de ser comparada com filmes de terror. Com ela abre-se brechas, ou porque não dizer, abrem-se grandes portas para a evasão da justiça, fazendo-nos acreditar que a justiça, no caso as leis, só existem até que seja preciso serem aplicadas aos donos do poder. Quando este dia chega, cria-se a jurisprudência do mal. O circo será montado para aplaudirmos com alegria e de pé a maldita impunidade.

Observemos os casos mais recentes: o da esposa do governador do Rio de Janeiro; brechas na aplicação da Lei da Ficha Limpa pelo TSE; o caso absurdo do ainda Deputado Paulo Maluf; a discussão da prisão em segunda instância. Quantos precedentes jurídicos eles permitem, levando uma quantidade de pessoas a deixarem de cumprir suas penas.

No Brasil, a jurisprudência, na maioria dos casos que há envolvimento de políticos, não é exercida para que a justiça seja feita. Parece acontecer justamente o contrário. Aqui ela existe para salvar algum privilegiado, para não permitir que a lei seja aplicada, para livrar da cadeia aqueles que insistem em propagar que no Brasil o crime compensa.

Assim ferimos a democracia, abalamos a crença das pessoas em um país melhor e incentivamos a perpetuação da impunidade. Juntas agravam ainda mais a realidade da nossa combalida nação.

Mas não coloquemos a culpa na existência da jurisprudência. Ela é um mecanismo jurídico necessário. Ela se torna um mal quando quem a cria, no nosso caso os órgãos superiores de justiça, o fazem no sentido mais esdrúxulo, como um escárnio e de forma não republicana.

Walber Gonçalves de Souza é professor e membro das Academias de Letras de Caratinga (ACL), Teófilo Otoni (ALTO) e Maçônica do Leste de Minas (AMLM).

PARTICIPAÇÃO DOS MAÇONS  NA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL*

Por Rogério Vaz de Oliveira
*Texto atualizado e revisado, seu original
foi publicado em novembro de 2003.

A maçonaria brasileira surgiu no Brasil no final século 18, e o seus membros participaram de vários acontecimentos históricos, em especial a participação na Proclamação da República no Brasil.

“A partir de hoje, 15 de novembro de 1889, o Brasil entra em nova fase, pois pode-se considerar finda a Monarquia, passando a regime francamente democrático com todas as consequências da Liberdade – Assim iniciava o editorial da Gazeta da Tarde, da edição de 15 de novembro de 1889.”

A implantação de um Estado Republicano foi, sem dúvida, o fato histórico mais importante de nosso País e teve como líderes e idealizadores deste movimento, maçons ilustres que hoje estão nos nossos livros de História, tais como Marechal Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant, Ruy Barbosa, Campos Salles, Quintino Bocayuva, Prudente de Morais, Silva Jardim e outros mais.

A ideia republicana é antiga no Brasil; nós a vemos na Guerra dos Mascates (1710), na Inconfidência Mineira (1788), na Revolução Pernambucana (1817), na Confederação do Equador (1824), e na Sabinada (1837).

A Revolução Farroupilha, (1835-1845), iniciou como um protesto aos desmandos e altos impostos do Império, descambou em uma luta fraticida, culminando na Proclamação da República de Piratini, mais conhecida como a República Rio-Grandense.

Portanto, o Brasil clamava pela República! Era uma questão de Tempo.

O Império Brasileiro estava desgastado e vagarosamente ruía-se. Iniciou a sua queda em 1870, após a Guerra do Paraguai, onde, mesmo o Brasil saindo vitorioso daquela campanha, o Exército, seu principal agente, não foi devidamente valorizado, causando sérios descontentamentos. A igreja, por sua vez queria a liberdade, pois, encontrava-se submetida ao padroado Imperial.

Mas o fato principal, que fez com que o Império perdesse a sua sustentação, foram as leis antiescravistas, defendidas fervorosamente nas Lojas Maçônicas Brasileiras. Leis como a do Ventre Livre (1871), dos Sexagenários (1885) e finalmente a Lei Áurea (1888).

Atentos a todos estes fatos, os maçons, atuando nas Lojas como a Vigilância e Fé, de São Borja – RS, Loja Independência e Regeneração III, ambas de Campinas – SP, aprovaram um manifesto contrário ao advento do Terceiro Reinado e enviaram a todas as Lojas Maçônicas do Brasil, para que tomassem conhecimento e que apoiassem esta causa. Mais uma vez uma parcela da maçonaria estava à frente para liderar um Movimento Democrático.

Em 10 de novembro de 1889, em uma reunião na casa do Irmão Maçom Benjamin Constant, onde compareceram os Irmãos Maçons Francisco Glicério e Campos Salles, que decidiram pela queda do Império. Benjamin Constant foi incumbido de persuadir o Marechal Deodoro da Fonseca, já que este era muito afeiçoado ao Imperador. Por fim, Deodoro assumiu o comando do movimento e Proclamou a 15 de Novembro de 1889, a República no Brasil.

Faz-se necessário aqui uma justiça ao Imperador D. Pedro II, um homem culto, ponderado, que contrariando a opinião pública, não lutou pelo trono, pois não queria ver derramado o sangue de brasileiros, demonstrando um alto sentimento altruísta, reconhecendo que para o Brasil este seria o seu novo e melhor destino.

E em resposta dada à mensagem ao Novo Governo diz: “À vista da representação escrita que me foi entregue hoje, às 3 horas da tarde, resolvo, cedendo ao império das circunstâncias, partir, com toda a minha família, para a Europa, deixando esta Pátria, de nós tão estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranho amor e dedicação, durante mais de meio século em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, pois, com todas as pessoas da minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.”
Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889
D. Pedro de Alcântara.

Segue, para o exílio, o Imperador, e com ele, meio século de história do Brasil imperial. Estava proclamada a República e voltavam as esperanças de se construir uma nova nação, dentro dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

No dia 21 de novembro, o jornal República Brasileira, publicava o seguinte trecho em seu editorial:

“Comecemos de pensar. Esta República que veio assim, no meio do delírio popular, cercada pela bonança esperançosa da paz; esta República no século XIX que surgiu com a precisão dos fenômenos elétricos, sem desorganizar a vida da família, a vida co comércio e a vida da indústria; esta República americana que trouxe o símbolo da paz, que fez-se entre o pasmo e o temor dos monarquistas e a admiração dos sensatos – esta República é um compromisso de honra e um compromisso de sangue. (…)”

A exemplo de todos estes acontecimentos, devemos ter os mesmos atos de coragem que tiveram os maçons que fizeram parte da história da humanidade. Temos a obrigação de agir para que agora, para que no futuro, sejamos citados pelos maçons que nos sucederem, e que, da mesma forma, os nossas ações e ideias fiquem registradas, como cidadãos atuantes, na memória histórica de cada rua, cada praça, cada bairro, cada cidade, cada Estado e por toda a Nação Brasileira.

Que esses maçons do futuro tenham em nós, como tivemos nos maçons do passado, o exemplo motivador da defesa da cidadania como instrumento de busca de uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, portanto mais feliz.

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Breves Fatos Maçônicos ocorridos em 1° de Dezembro.

Breves Fatos Maçônicos ocorridos em 1° de Dezembro.

1868 – Iniciado na Loja América, São Paulo-SP.
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo. Político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

XLVII Assembleia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

Data do evento04 A 08 DE JULHO DE 2018
Cidade de realizaçãoVITÓRIA-ES
 

O EVENTO

XLVII Assembleia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

A Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo, tem a honra de sediar a XLVII

Assembleia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB,

que será realizada no período de 4 a 8 de julho de 2018.

Estamos esperando em Vitória/ES, de braços abertos, a família maçônica brasileira, e

representantes da comunidade maçônica internacional para tratar diferentes temas

de interesse interno e da sociedade, buscando sempre a unidade das Grandes Lojas do Brasil.

Estamos preparando tudo com carinho para que você se sinta bem acolhido e possa desfrutar

um pouco das inúmeras belezas capixabas.

Serão cinco dias de trabalho, palestras, passeios e confraternizações.

O Estado do Espírito Santo possui múltiplas riquezas naturais de norte a sul de seu território. As

opções variam do mar à montanha, das águas turvas dos manguezais às águas cristalinas das

lagoas, de serras antigas cobertas por matas inexploradas a pontões rochosos,

entre outros vários chamarizes.

A diversidade do artesanato tradicional capixaba vai de objetos feitos em argila e barro,

instrumentos musicais, os feitos de conchas, pedras, traçados em fibra vegetal, esculturas

em  madeira e a renda.

Entre os pratos típicos mais famosos do Espírito Santo estão a torta capixaba e a moqueca

preparada na panela de barro, reconhecida como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio

Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Esperamos você. Venha.

Walter Alves Noronha
Grão-Mestre

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