Fundamentos da filosofia maçônica e sua relevância em processos políticos

Fundamentos da filosofia maçônica e sua relevância em processos políticos

O Brasil em sua atividade política passa por uma série de reais crises sociais e morais, onde temas profundos nas diversas esferas e hierarquias do povo têm se discutido. A maçonaria, a saber, a maior sociedade civil organizada do Brasil, desde o tempo de nossa independência, nunca se furtou de atuação, em muitos casos, com notado protagonismo, das relevantes questões nacionais.

As divergências ideológicas são observadas de forma histórica desde o momento da  independência do Brasil, quando grandes políticos maçons, mesmo fraternos, tinham formas diferentes de perceber a condução do país, como bem se observou entre Gonçalves Ledo e José Bonifácio. Bonifácio com características monarcas, ao passo que, Gonçalves Ledo já com características liberais e republicanos.

As diferentes percepções sobre política e sociedade não podem suprimir os entendimentos de povo e nação, bem como, senso de moralidade universal que deve estar implícito a funções públicas e homens públicos. A tríade que permeia a filosofia maçônica, a saber, Deus, família e pátria, norteia de forma bem emblemática a percepção da Ordem comungada pela sociedade brasileira de modo bem simples. Entendimentos morais da filosofia e religião Cristã, seguida da manutenção da família como pilar de sociedade equilibrada e o amor ao civismo pátrio.

Os recentes escândalos de corrupção envolvendo diretamente os poderes da república através de seus mais elevados ocupantes, leva a sociedade a um desolamento cívico, que acompanhado de um marasmo da economia e a manutenção de elevado número de desempregados, conjugam forte descontentamento a base de liderança vigente, bem como uma série de questionamentos a suas formas de conduta e modos de liderança.

Em ano de eleições para governantes no executivo e legislativo, com ingredientes anteriormente citado, a população se inclina de modo incisivo a discursos que fortaleçam o senso cívico e pátrio em linhas conservadoras, ou seja, conforme os princípios da filosofia maçônica, a elevação dos olhos a Deus, a defesa da família cristã e o fortalecimento do nacionalismo.

Os avanços tecnológicos para uso da grande mídia são de primordial entendimento a esse processo, pois popularizam ideais com grande velocidade, em muitos casos de forma distorcida e até mesmo perigosa, quando tratam-se de informações sem os devidos crivos legais e acadêmicos, sem falar nos danos reais causados pelas “fake news”.

A maçonaria com apelo ao bastião da tríade (Deus, família e pátria) não se ausenta, ao menos em suas lideranças e aplicados obreiros, da militância da sociedade organizada fundamentada em seus pilares morais e legais. Ao observar momentos com grande instabilidade seus juramentos e compromissos com o povo de nosso país se faz cada vez mais emergentes, pois o maçom em sua essência social é político e politizado.

Os tempos políticos de nosso país são complexos, pois há uma sensação coletiva de falta de pertencimento e representação, tanto em distorções nas práticas publicas, bem como nos pensamentos e ações das maiores lideranças do Estado. Neste contexto candidatos com discursos que fortalecem os nacionalismos institucionais, asseguram a moralidade familiar através do Estado,  tudo isto debaixo da égide de Deus,  se mostram com grande afeto popular.

Quando entendem os mecanismos midiáticos como elemento real de alcance ao grande povo, se colocam de modo próximo, e, com isto, próximo ao cedente de voto e orientação de ideias. Neste contexto as diversas sociedades institucionais não podem se furtar de participação funcional para apoiar a grande sociedade. Perceba-se que nesse processo, manipulado ou não, o cedente popular é a maior variável de definição dos centrais elementos.

Assim sendo, o que se observa de modo conclusivo, é que nunca foi tão simples promover pessoas e ideias, contudo, nunca foi tão emergente e complexo a observação de indivíduos e sociedades para uma interpretação correta e isenta das ideias que circulam por nosso povo. Sobretudo, com índices perceptivos tão aquém do aceitável.

Divergir de ideias não consiste em divergir de pessoas, e nesta direção, a filosofia maçônica, que conserva de forma primaz o livre pensamento, a democracia e a liberdade do indivíduo em suas convicções, faz chamamento a liberdade institucional, sem nunca, derrubar os preceitos constitucionais e muito menos o mau uso do poder e do entendimento.

Comendador prof. Tiago Vieira

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