A EDUCAÇÃO ESTÁ ENTRE A CORRUPÇÃO E A HONESTIDADE:O BEM E O MAL

Temos buscado nos últimos tempos a tentativa de ampliar os padrões de educação no Brasil. Além de ampliar temos tentado em vão buscar melhorias para o aprendizado em um País marcado pela corrupção e degradado pela fragilidade das estruturas escolares que a princípio seriam vitais para o desenvolvimento destas práticas.

Paralelamente vemos um desemprego e desigualdades sociais como nunca visto. O rico cada vez ficando mais rico e o pobre cada vez ficando mais miserável. Eleições se aproximando e mais uma vez a história se repete com campanhas milionárias, promessas que não serão cumpridas, uso da maquina pública para ampliar seus eleitorados com promessas e ofertas momentâneas e o marketing apoiado por campanhas televisivas que influenciam cada vez mais o eleitorado.

Estamos certos que a educação é o ponto de partida para combater estas mazelas. Ao facilitarem o acesso a educação e a escolarização simplesmente para atendimento de metas, números sem foco no aprendizado e no conhecimento inicia-se o ciclo mais perverso e cruel da corrupção. A corrupção acadêmica. Estamos com alunos medíocres abaixo da média, professores com formações duvidosas, mestres, doutores com conhecimento abaixo do fundamental. Tudo em razão das politicas facilitadoras e dos mecanismos de aprovação criados para atendimento não ao conhecimento e sim a métricas exigidas pelos organismos mundiais. Educação é muito mais que campanhas de marketing e métricas, números invisíveis. Temos de entrar no cerne das escolas, aprimorar os estudos e acompanhar nossos alunos nos primeiros 10 anos de escolarização, com rigor, ordem, disciplina e conteúdos adequados, bem como profissionais aptos a esta docência. Em tempos onde a informação chega como raio o aprendizado ainda caminha no lombo de um jumento. Apesar de todos os esforções em incluir digitalmente, incluir socialmente não podemos esquecer da estrutura básica e imortal das escolas e seus agentes que colaboram para o funcionamento, os professores o cuspe e o milenar e mais antigo objeto de apoio e tecnologia educacional que se tem conhecimento o “Giz”. Vemos escolas digitais, porém sem acesso decente a internet, escolas modernas com salas obsoletas, lousas digitais desligadas por falta de contrato de manutenção, merenda escolares improvisadas ou nenhuma, provavelmente guardada em alguma mala de dinheiro em apartamentos vazios de luxo por ai, professores com salários abaixo do piso que já é menos que mínimo recomendado para uma vida dignamente simplória. A educação não precisa de professores estrelares necessita de professores, simplesmente no teor da significância da palavra. Temos observado a promoção de campanhas, gastos desnecessários em publicidades, premiações e projetos descabidos em contrapartida a dificuldades reais em 95% das salas de aula de nosso Brasil. A educação formará publicitários, mas não requer publicidade. A publicidade educacional se fará por intermédio de melhores engenheiros, médicos, administradores, professores, advogados e demais profissionais que conduzirão os destinos da nação.

Ao aceitarmos menos e pactuarmos com estas políticas estamos criando uma escola corruptiva onde na verdade inicia-se o processo de aceitação do menos que o ofertado, do menos que o planejado.  Escola das facilidades. Escolas das vaidades, onde a formação é secundária em razão do diploma recebido.  Escola que buscamos é da integridade, probidade, pudicícia, retidão, respeitabilidade, seriedade, prevenção, honradez, honestidade, honra, dignidade, proteção, decoro, manutenção, duração, precaução, cautela e do cuidado. Algo menor que isto transforma a escola em berço da ampliação do sistema corruptivo em que vivemos. Transforma em uma escola que amplia os valores favoráveis a corrupção educacional normatizada. A corrupção academisada.

 

Júlio Merij.